Há muito e muito tempo, quando o mundo não conhecia Daniel Dantas, Gilmar Mendes, Cacciola, nem se falava em filhos jogados pelas janelas dos apartamentos, nem em aviões deslizando pela pista de Congonhas, eu, Eber Rodrigues, garoto pobre, feio, barrigudo e chato resolvi que era hora de gastar um dinheiro e doá-lo a quem não precisa. Foi assim que optei em 2006 por ficar 12 horas na fila de ingresso para o show do U2, num ponto de venda na loja do Pão de Açúcar do Tatuapé, para de lá voltar ao meu lar doce lar com as mãos abanando. Ao menos, a conta bancária se manteve intacta.
Como diz uma tia minha: temos que ver o lado bom de tudo.
Hoje, por diversas vezes acessei reportagens sobre os ingressos para o show da cantora Madonna, que pousará em terras brasileiras no final deste ano para talvez nunca mais voltar. Confesso que cheguei a pensar em comprar, gastando meu ralo ordenado mensal (ao qual chamo de esmola) na aquisição de um lugar no ponto mais incrível do Morumbi: a área vip (aquela que, quando o artista escarra e cospe, cai bem em cima de você).
Cadastrei-me no site e troquei alguns emails com uma amiga minha, a Flávia, sobre a possibilidade de comprarmos juntos. Afinal, ela tem cartão Bradesco e eu, a paciência.
Pois foi com muita alegria que hoje acompanhei a mirabolante maratona dos verdadeiros fãs. Sim, pois eu gosto das músicas dela mas... 300 conto? É conto demais para uma loira só. E pior: uma loira rica. Rica nada. Milionária. Nem Machado de Assis teve tanto conto assim... E, então, desisti.
Não perdi tempo grudado no telefone. Não perdi tempo colado no computador. Não perdi tempo cansado na fila (aliás, tem gente lá desde sexta-feira passada e, detalhe, sem banho...). Alguém vai me agradecer muito por isso, eu sei. Afinal, é um ingresso a mais disponível (ou dois, pois a Flávia também não vai). Porém, como faz minha tia, tentei ver o tal lado bom: economizei uma puta grana que posso usar pra gastar com amigos; não fiquei estressado com a putaria que é ficar nas filas (com idosos, gestantes, deficientes comprando ingressos e você ali, impotente, sem poder sequer reclamar); não tive de participar de mutretas para conseguir ir a um show de poucas horas; não perdi dia de trabalho; não passei mal sem dormir, comer, mijar e/ou cagar. Enfim, só vantagem.
Claro que aqueles que são realmente fãs e fazem de tudo para ir a um show de seu cantor-ídolo dirão que é pura inveja. Não, não é. É apenas alguém que deixou de passar momentos ruins por algo que não trará tanto benefício de modo a compensar tal esforço. E, na vida, a gente precisa balancear sempre. Como não sou fã, deixo para quem é. E fico em casa assistindo pela TV.
É por essas e outras que digo (no caso aqui, escrevo): a gente faz besteiras na vida. Mas uma vez só...
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Saiba mais sobre a cantora, a turnê e a confusão dos ingressos clicando na foto abaixo.
Foto: Fila para a compra de ingressos do show da cantora Madonna nas bilheterias do Palestra Itália. Sérgio Castro / Agência Estado / AE. 2008
A série "Perguntas" mudou de nome. Agora, ela se chama "Perguntas metroferroviárias". Como um usuário assíduo do trem e metrô na cidade de São Paulo, e observando sempre as atitudes humanas (se é que dá para chamar assim), resolvi trocar e concentrar os esforços nessas questões. As demais ganharão nova série em breve. E vamos que vamos...
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Existe um prêmio para quem desembarca primeiro nas estações? Por que, então, as pessoas teimam em ficar na porta do trem e do metrô, mesmo quando não vão desembarcar na próxima parada?
Recebo por emails alguns slides (apresentações de Power Point), sendo que na maioria das vezes resolvo apagá-los sem ao menos ler. É que sempre surge uma história de alguém que teve o computador infectado por vírus tão logo abre a mensagem.
Este, porém, resolvi ler. E, com um pouco de esforço, consegui disponibilizar aqui. É um texto que reflete sobre nossas atitudes, os tais brasileiros que não desistem nunca. Na verdade, a gente não desiste porque não luta. E dos políticos dos quais sempre reclamamos.
Vale a pena. Clique na figura abaixo e reflita um pouco na mensagem. Independente de tudo, ela tem lá seu fundo de verdade.
Abraços!
(Clique na figura)
Halo. Não, meu caro, não é nenhuma forma de cumprimentar as pessoas no Hawaii, na Indonésia, na Austrália. Deixe de assistir desenho animado e vá estudar ciências. Senão, vai ficar igual a mim. Vou explicar o porquê.
Halo é o nome do culpado pelo susto que levei ontem, sexta-feira, na hora do almoço. Estava eu lá, feliz e contente, saindo do meu trabalho para ir ao banco, onde fui depositar umas moedas para tentar cobrir o vermelho da conta. Para os amantes do gerúndio, estava eu caminhando, pensando, refletindo, observando, quando resolvo olhar para o céu. Pronto. O corpo começou a tremer, a mão a balançar, o coração a palpitar. Pensei: "Caraca, os alienígenas estão invadindo a Terra!".
É que a primeira coisa que veio à cabeça foi o filme "Independence Day". Malditos filmes. Um círculo preto por cima do sol, enquanto todo o restante do céu estava limpo, claro, azulzinho da silva. Eu olhava para as pessoas ao meu redor e ninguém parecia notar o fenômeno. Queria gritar, avisar, apontar, mas (não sei como) consegui manter a sanidade e apenas ficava olhando para cima. Seria uma nave espacial prestes a pousar em solo paulista? Teríamos a sorte dela fazer com o Planalto em Brasília o que os alienígenas fazem com o Capitólio, no filme americano? Não resisti e liguei para casa. Avisei a turma, corri ao banco e voltei ao escritório.
Acessando os sites, descobri que nada mais era que um Halo Solar. É um fenômeno da natureza que, de forma resumida, avisa aos habitantes do planeta que está na hora de tirar a blusa do guarda-roupa. VEJA MATÉRIA DA JOVEM PAN AQUI.
Não é nada para se preocupar, visto que o mesmo ocorre com uma certa freqüência. No início deste ano, por exemplo, houve um. Pesquise na internet sobre o mesmo e verá maiores informações.
De qualquer forma, o que chamou a minha atenção foi o fato de que muitos perderam a oportunidade de ver o tal fenômeno. Enquanto alguns achavam que era apenas poluição, outros sequer notaram algo diferente no céu. Talvez seja culpa dessa vida corrida e estúpida que levamos hoje em dia. A natureza continua dando seu show. Os espectadores, no entanto, não são mais os mesmos: eles estão ocupados demais para se maravilhar com as criações de Deus.
Clique nos links para ver mais fotos e notícias:
Clique na foto abaixo para ver meu comentário no site do Climatempo.
Foto: Fenômeno meteorológico, Halo, visto da capital paulista. Eber Rodrigues, 2008.
Quem nunca ficou puto da vida ao ir para a balada, barzinho, restaurante, lanchonete, puteiro, casa da sogra, etc., e voltar depois para casa mais fedido que o toba de um mendigo? Toba é aquele orgão que faz você cometer cagadas. Não, não é o cérebro. É o cú.
E não, eu nunca cheirei o tal órgão de um cidadão desprovido de lar. E banho. Porém, se até aquela loira gostosa da TV caga (ou defeca, para os mais exigentes) com um odor insuportável, imagina o que acontece com quem nunca lava tais partes?
Na verdade, esta postagem nada tem a ver com a higiene anal de cada um, mas sim com a falta de educação e respeito de muitos. Você vai para um local fechado, onde pretende dançar, beber, conversar, rir, enfim, passar momentos de lazer. De repente, ao teu lado chega ela: a chaminé. Baforando feito um dragão do mal, o sujeito solta a fumaça toda em cima de tua ilustríssima pessoa. E, é claro, quem fica fedendo no fim das contas é você, é o teu cabelo, é a tua roupa.
José Serra de vez em quando aprova algo que presta. Quem é José Serra? O governador. De onde? De São Paulo, cazzo. Bom, depois de mandar que bananas na feira fossem vendidas por quilo, ele resolveu aprovar a lei que impede o fumo em locais fechados.
É o fim da fedentina! Viva o bom cheiro, viva o ar perfumado! As narinas agradecem... Afinal, se eu não fumo e, aliás, se eu detesto cigarro, deveria ter este direito respeitado. Se você quer fumar por que não procura um local aberto, de modo a dissipar todo o fedor para bem longe das demais pessoas? Ah, a vontade é incontrolável? E eu com isso? E minha saúde com isso?
Talvez seja estranho um paulistano falar em ar puro, visto que a poluição na cidade é algo monstruoso. Ainda assim, esta é a velha mania estúpida do ser humano: justificar um erro apontando outros. Como se isso (ar poluído por carros, ônibus, empresas, etc.) desse ao fumante a liberdade de soprar em mim. Como se isso diminuisse a culpa dele por estragar também a minha saúde.
Agora a brincadeira acabou. Quem quer fumar, que fume. Quem quer morrer, que morra. Porém, deixe-me em paz: entre no seu carro, feche o vidro e pronto! Afinal, estarei por aí, com o telefone da polícia na mão, para ajudar algum engraçadinho a se lembrar da lei!
(Clique na figura para saber mais)
Eu ia postar uma série de fotos das Olimpíadas em Pequim. Porém, acabou não dando tempo. Além disso, a cobertura foi feita (e muito bem feita) pelo Marcelo, lá do blog Pitacando (veja no menu ao lado).
Então, resolvi manter o nível de seriedade do blog e postar apenas o link para as famosas "Trapalhadas em Pequim". Clique na figura e divirta-se...
Abraços e obrigado sempre pela visita!
Foto: Fio terra na luta livre em Pequim nas Olimpíadas, 2008. Autoria e veracidade não confirmadas.
Por que tem gente que não utiliza o fone de ouvido fornecido junto com o celular, o mp3, mp4, mp5, mp da puta que o pariu, de modo a não perturbar os demais passageiros do ônibus, do metrô, do trem, do avião, do navio, do foguete espacial?
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TERRA, AMERICA DO SUL BRASIL, Sudeste SAO PAULO, ENG GOULART Homem, 25 anos |
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